Foto: Reprodução/Reprodução
A Estação Primeira de Mangueira anunciou que levará a Amazônia Negra para a Marquês de Sapucaí no Carnaval 2026. O enredo vai homenagear Mestre Sacaca, símbolo da cultura popular do Amapá, e valorizar a ancestralidade afro-indígena presente na região amazônica.
A proposta da escola é ampliar o olhar sobre a Amazônia, indo além da floresta e destacando os povos, saberes tradicionais, espiritualidade e resistência cultural negra que marcam a história do Norte do Brasil.
Homenagem a Mestre Sacaca
O enredo tem como figura central Raimundo dos Santos Souza, conhecido como Mestre Sacaca, referência no uso de plantas medicinais, benzimentos e práticas tradicionais de cura. Reconhecido como um dos grandes guardiões do conhecimento popular amazônico, Sacaca se tornou um símbolo da identidade tucuju e da relação ancestral entre o ser humano e a natureza.
Falecido em 1999, Mestre Sacaca dá nome ao Museu Sacaca, localizado em Macapá, espaço dedicado à preservação da cultura amazônica e dos saberes tradicionais.
Valorização da Amazônia Negra
Ao adotar o conceito de Amazônia Negra, a Mangueira pretende evidenciar a forte presença da população negra na região, especialmente no Amapá, onde a maioria dos habitantes se autodeclara preta ou parda. O desfile abordará temas como religiosidade, medicina tradicional, ritmos afro-amazônicos e a luta histórica por reconhecimento cultural.
O enredo também irá destacar manifestações culturais como o marabaixo, além de elementos simbólicos ligados aos rios, à floresta e à espiritualidade amazônica.
Amazônia na maior vitrine cultural do país
A escolha do tema reforça o papel do Carnaval como espaço de debate, memória e valorização da diversidade cultural brasileira. Ao levar a Amazônia Negra para a Sapucaí, a Mangueira amplia a visibilidade das culturas do Norte e contribui para o reconhecimento nacional de histórias que, muitas vezes, permanecem à margem.
A escola desfilará pelo Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro em 2026, prometendo um espetáculo marcado por cores, ancestralidade e a força cultural da Amazônia.
















