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Um protesto indígena manteve ocupado um terminal de grãos no município de Santarém, no oeste do Pará, como forma de pressionar o governo federal a rever medidas relacionadas à concessão de hidrovias na Amazônia. A mobilização reuniu lideranças indígenas, ribeirinhos e apoiadores de organizações socioambientais.
O terminal, operado pela empresa Cargill, é considerado estratégico para o escoamento da produção agrícola pela região amazônica. Os manifestantes afirmam que a estrutura simboliza o avanço de grandes projetos logísticos sobre territórios tradicionais e rios da floresta.
Durante a ocupação, os protestos ocorreram de forma pacífica, com atos culturais, assembleias e bloqueios simbólicos. As lideranças reforçaram que o objetivo não é impedir o desenvolvimento, mas garantir que decisões econômicas respeitem o meio ambiente e os direitos dos povos da Amazônia.
O governo federal acompanhou a situação e sinalizou a abertura de diálogo, enquanto o movimento indígena declarou que a mobilização seguiria até que suas reivindicações fossem atendidas.

















