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O Pará consolidou, no início de março, as concessões florestais como uma das principais apostas para unir preservação ambiental e desenvolvimento econômico na Amazônia. Em balanço divulgado no dia 4, o governo estadual informou que o modelo avançou nos últimos anos com contratos voltados ao manejo sustentável e à restauração ecológica em áreas públicas, defendendo que a política ajuda a manter a floresta em pé enquanto fortalece a governança territorial.
Segundo a publicação oficial, o estado já havia firmado 12 contratos de concessão florestal, sendo 11 para manejo sustentável e um para restauração ecológica, alcançando cerca de 680 mil hectares de florestas públicas sob gestão responsável. A arrecadação vinculada a esse modelo já passava de R$ 14 milhões, de acordo com os dados divulgados pelo governo paraense.
Pelas regras do sistema, as áreas concedidas continuam públicas, mas passam a ser utilizadas sob normas rígidas de monitoramento, transparência e controle. As empresas assumem obrigações como vigilância permanente contra invasões, extração ilegal de madeira, desmatamento e queimadas, além do pagamento de outorga ao Estado e da realização de investimentos sociais nas regiões atendidas.
A lógica do manejo, segundo o material oficial, é retirar apenas uma pequena quantidade de árvores por hectare, seguindo critérios técnicos e planejamento de longo prazo. O mesmo trecho de floresta só pode voltar a ser manejado depois de um intervalo estimado entre 25 e 30 anos, prazo apontado como necessário para a regeneração da vegetação e para a manutenção de serviços ambientais como estoque de carbono, regulação climática e conservação da biodiversidade.
O governo do Pará também informou que pretende ampliar o alcance desse modelo em 2026, com previsão de novos editais para unidades de manejo localizadas nas florestas estaduais do Iriri e do Paru. A estratégia reforça o uso econômico legal da floresta como alternativa ao avanço do desmatamento e à ocupação irregular de áreas públicas na Amazônia.


















