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O Pará deu mais um passo na construção de sua política de REDD+ ao realizar, em 13 de abril de 2026, uma consulta com comunidades quilombolas no município de Cametá, no nordeste do estado. A agenda foi apresentada pelo governo estadual como parte do processo de escuta e participação social para estruturar mecanismos ligados à redução de emissões por desmatamento e degradação florestal, com foco na valorização de territórios e modos de vida tradicionais na Amazônia.
Segundo a cobertura oficial, a consulta integra o avanço da estratégia paraense de REDD+, instrumento que busca associar proteção da floresta, redução de emissões de carbono e benefícios para populações que vivem e cuidam do território. A escuta com comunidades quilombolas foi tratada como etapa importante para garantir que a construção desse modelo considere a realidade local e a participação direta dos grupos tradicionais.
No contexto amazônico, o debate sobre REDD+ ganhou força justamente porque a floresta passou a ocupar papel central nas discussões sobre clima, financiamento ambiental e desenvolvimento sustentável. Ao incluir comunidades quilombolas nesse processo, o estado tenta consolidar uma política que una conservação, justiça territorial e reconhecimento de quem historicamente ajuda a manter a floresta em pé. Essa leitura final é uma síntese editorial baseada no foco da consulta e no propósito do mecanismo descritos pela cobertura oficial.
A iniciativa também mostra que a política climática na Amazônia não depende apenas de metas e documentos técnicos, mas de construção coletiva com as populações que vivem diretamente os efeitos da pressão sobre o território. Em um momento em que a agenda ambiental ganha peso nacional e internacional, consultas como a de Cametá indicam que a legitimidade dessas políticas passa pela escuta ativa de comunidades tradicionais.


















