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A Amazônia já começa a sentir, no presente, efeitos climáticos que antes apareciam apenas como previsão para as próximas décadas. Estudos conduzidos por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e repercutidos no dia 18 de abril de 2026 apontam que partes da floresta vêm enfrentando estações secas mais longas, mudanças no padrão das chuvas e aumento da vulnerabilidade ao fogo e à degradação ambiental.
Segundo a cobertura, a região sudoeste da Amazônia — que abrange o Acre e partes do Amazonas e de Rondônia — já registra prolongamento da estação seca de cerca de quatro para até seis meses. Os pesquisadores também identificaram aumento do déficit hídrico e maior instabilidade climática, criando um ambiente mais favorável a queimadas, perda de cobertura florestal e dificuldade de recuperação do bioma.
Os resultados reforçam um alerta importante para a região Norte. Dados oficiais de monitoramento da seca mostram que, entre março e abril de 2026, o Amazonas teve a maior expansão de áreas com intensificação da seca no país, com aumento do número de municípios em condição de seca moderada de 5 para 18. O mesmo levantamento apontou crescimento no número de áreas indígenas em situação de seca severa, concentradas majoritariamente no estado.
Na prática, o cenário indica que a crise climática na Amazônia deixou de ser uma ameaça distante e passou a afetar diretamente o funcionamento da floresta. O prolongamento das secas não compromete apenas rios, fauna e vegetação, mas também pressiona comunidades, atividades produtivas e a própria estabilidade ecológica da região.


















