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Uma ação integrada coordenada pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará resultou na incineração de aproximadamente 620 quilos de entorpecentes na manhã de 17 de abril, com divulgação oficial em 19 de abril de 2026. Segundo a Agência Pará, o material destruído teve origem principalmente em apreensões feitas pela Base Integrada Fluvial Candiru, em Óbidos, no oeste do estado.
De acordo com a cobertura oficial, entre as drogas incineradas estavam maconha, skunk — versão com maior concentração de compostos psicoativos — e derivados de cocaína. A reportagem destaca que a maior parte das apreensões ocorreu em operações no rio Amazonas, uma das principais rotas usadas para o transporte ilegal de drogas na região.
A operação contou com participação de equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, incluindo o Batalhão de Missões Especiais, além da Vigilância Sanitária de Santarém, responsável por acompanhar o cumprimento dos protocolos legais para destruição do material. Segundo a matéria, o secretário Ed-Lin Anselmo afirmou que a Base Candiru tem papel central na política de segurança do estado por atuar diretamente em uma das rotas utilizadas pelo crime organizado.
Os números operacionais reforçam o peso da estrutura fluvial no combate ao tráfico. Somente nos três primeiros meses de 2026, a Base Candiru apreendeu 122,3 quilos de entorpecentes e 6.572 quilos de pescado ilegal, além de ter realizado 22.729 abordagens a pessoas. A mesma cobertura informa que, em 2025, o total de drogas apreendidas pela base já chegava a 1.753 quilos.
No contexto amazônico, a incineração não representa apenas a etapa final de uma apreensão, mas um indicativo do volume de drogas que tenta circular pelos rios da região. A operação reforça o papel das bases fluviais como barreiras estratégicas contra o tráfico e mostra como a segurança pública na Amazônia depende cada vez mais de fiscalização integrada em corredores hidroviários.


















