Festival do Chocolate e Cacau deve movimentar mais de R$ 3 milhões e fortalecer produtores da Amazônia em Belém

Foto: Reprodução/Reprodução

Belém se prepara para receber mais uma edição do Festival Internacional do Chocolate e do Cacau – Chocolat Amazônia, que, segundo a organização, tem potencial para gerar mais de R$ 3 milhões em negócios para produtores locais. A estimativa foi divulgada em 21 de abril de 2026 pelo Governo do Pará, que coordena a programação por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap).

De acordo com a cobertura oficial, o festival será realizado entre os dias 23 e 26 de abril, no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém. Simultaneamente, ocorrerá também a feira Flor Pará, reunindo produtores de flores e plantas cultivadas na Amazônia e ampliando o alcance econômico e simbólico do evento.

A expectativa do governo estadual é reunir mais de 500 empreendedores de diferentes regiões de integração do Pará. A programação é financiada pelo Fundo de Apoio à Cacauicultura do Pará (Funcacau) e tem como objetivo fortalecer a cadeia produtiva do cacau paraense, ampliar oportunidades de venda e aproximar os produtores do público consumidor.

Segundo a reportagem, o festival se consolidou como uma vitrine importante para marcas de pequeno e médio porte. A empreendedora Fernanda Sahaba, da Bada Chocolate Finos da Amazônia, relatou que o evento ajuda a ampliar visibilidade, atrair clientes e fortalecer negócios ligados ao cacau e ao chocolate produzidos no estado. A organização também lembra que, na edição anterior, foram gerados R$ 2,5 milhões em negócios nos quatro dias de programação.

Além dos chocolates e derivados do cacau, o público encontrará nos estandes produtos como polpas, geleias, bombons, doces, caldas e até itens de vestuário inspirados no universo do cacau. A presença da feira de flores e plantas amazônicas também reforça o perfil do evento como espaço de valorização da produção regional e da biodiversidade da floresta.

No contexto amazônico, o festival mostra como a bioeconomia pode ganhar forma concreta por meio de cadeias produtivas já estruturadas, como a do cacau paraense. Mais do que uma feira, a programação funciona como vitrine para produtos da floresta, geração de renda e valorização de empreendedores que transformam recursos amazônicos em negócio, identidade e desenvolvimento regional.

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