Acre supera meta de controle do desmatamento e reforça operações integradas na Amazônia

Foto: Reprodução/Reprodução

O Acre apresentou resultado acima da meta prevista para o controle do desmatamento no ano florestal de 2024–2025, segundo dados divulgados em 13 de março pelo governo estadual com base em informações do Prodes, sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). De acordo com o balanço, o estado havia projetado um limite de aproximadamente 572 km² de área desmatada, mas registrou cerca de 320 km², ficando 43% abaixo da meta estabelecida no Plano de Prevenção, Controle do Desmatamento e Queimadas do Acre.

O resultado foi apresentado como reflexo de uma estratégia que combina monitoramento por satélite, integração entre órgãos ambientais e presença mais intensa das equipes em campo. Segundo a publicação oficial, a redução é atribuída ao fortalecimento das políticas de comando e controle e ao novo modelo de governança ambiental implantado no estado, com atuação articulada entre áreas técnicas e forças de segurança.

Como parte desse esforço, o governo acreano informou que deflagrou, em 23 de fevereiro, a Operação Amburana, voltada ao combate direto aos ilícitos ambientais. A ação reúne a Secretaria de Meio Ambiente, o Batalhão de Polícia Ambiental, o Centro Integrado de Operações Aéreas e o Instituto de Meio Ambiente do Acre. A primeira fase da operação mira 242 áreas em alerta de desmatamento, distribuídas em cinco regionais estratégicas do estado.

Em apenas sete dias de atividades, as equipes fiscalizaram 94 alertas, embargaram 684,665 hectares, apreenderam 24 metros cúbicos de madeira ilegal e aplicaram cerca de R$ 3,4 milhões em multas. Segundo o governo, as ações se concentram em áreas apontadas por sistemas federais de monitoramento, como o DETER e o PRODES, além de denúncias recebidas e demandas encaminhadas pelo Ministério Público.

A ofensiva mostra que, além do discurso de preservação, o Acre tenta transformar o combate ao desmatamento em política permanente de Estado, apoiada em inteligência, fiscalização e coordenação institucional. No contexto amazônico, o resultado reforça a importância do monitoramento contínuo e da resposta rápida em campo para frear a derrubada ilegal da floresta. Essa leitura final é uma síntese editorial baseada nos números e nas medidas descritas pelo governo acreano.

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