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A Amazônia registrou, em fevereiro de 2026, a menor área desmatada para o mês em oito anos, segundo dados divulgados em 27 de março pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). O levantamento mostra que a área derrubada caiu de 119 km² em fevereiro de 2025 para 69 km² em fevereiro de 2026, uma redução de 42%.
De acordo com o Imazon, a diferença representa o equivalente a cerca de 5 mil campos de futebol poupados em apenas um mês. O instituto apontou ainda que esse foi o melhor resultado para fevereiro desde 2017, reforçando uma mudança importante no ritmo recente da devastação florestal na região.
Apesar da queda geral, o estudo mostra que o problema continua concentrado em alguns estados. Pará, Amazonas e Acre apareceram com as maiores áreas desmatadas no período, mantendo o alerta sobre focos persistentes de pressão sobre a floresta. A degradação florestal também recuou no mesmo intervalo, segundo o levantamento.
Os dados reforçam um cenário de melhora pontual, mas ainda longe de eliminar o problema. Isso porque a redução em fevereiro não apaga o histórico recente de forte pressão sobre a Amazônia nem diminui a necessidade de fiscalização contínua, monitoramento por satélite e combate às cadeias ilegais que sustentam o desmatamento.


















