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Lideranças indígenas da Amazônia intensificaram os alertas sobre os impactos socioambientais de projetos logísticos previstos para rios estratégicos da região. As comunidades afirmam que propostas de expansão de hidrovias podem comprometer o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos e afetar diretamente modos de vida tradicionais.
Segundo representantes indígenas, a dragagem de rios e o aumento do tráfego de grandes embarcações ameaçam a pesca, a qualidade da água e áreas consideradas sagradas. Organizações socioambientais reforçam que intervenções desse tipo podem gerar efeitos irreversíveis sobre a biodiversidade amazônica.
O debate ganhou força após estudos técnicos apontarem riscos em bacias importantes, como as dos rios Tapajós e Madeira. Para especialistas, qualquer projeto de infraestrutura na Amazônia deve considerar não apenas a viabilidade econômica, mas também os impactos culturais e ambientais.
As comunidades defendem que o governo respeite o direito à consulta prévia, livre e informada, conforme determina a Organização Internacional do Trabalho, por meio da Convenção 169, garantindo que os povos indígenas participem das decisões que afetam seus territórios.


















