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Especialistas em meio ambiente, direitos humanos e políticas públicas defenderam o fortalecimento dos processos de consulta prévia, livre e informada em projetos de infraestrutura previstos para a Amazônia. O debate ganhou força após a revogação do decreto sobre hidrovias e as mobilizações indígenas que marcaram o mês de fevereiro.
Segundo os especialistas, grandes projetos logísticos, como hidrovias, portos e estradas, precisam ser precedidos por estudos de impacto ambiental e social mais rigorosos, capazes de avaliar não apenas os efeitos econômicos, mas também as consequências para a biodiversidade e para os povos tradicionais.
As análises destacam que a ausência de diálogo com comunidades indígenas e ribeirinhas tem sido uma das principais causas de conflitos na região. Para pesquisadores, respeitar a consulta prévia não é apenas uma obrigação legal, mas uma ferramenta essencial para evitar danos irreversíveis à floresta e aos modos de vida locais.
Organizações socioambientais reforçam que o episódio recente na Amazônia deve servir como aprendizado para o poder público. Elas defendem a adoção de modelos de desenvolvimento que priorizem a sustentabilidade, a ciência e a participação social como pilares centrais das decisões.
O consenso entre especialistas é de que a Amazônia exige políticas diferenciadas, capazes de reconhecer sua complexidade ambiental e cultural, garantindo que o progresso econômico não ocorra à custa da destruição da floresta e da violação de direitos.

















