Pará reforça peso da mineração na Amazônia e consolida 2º lugar nacional no setor

Foto: Reprodução/Reprodução

O Pará voltou ao centro do debate sobre desenvolvimento na Amazônia ao consolidar sua posição como o segundo maior produtor de mineração do Brasil, atrás apenas de Minas Gerais. Dados divulgados em 14 de março pelo governo paraense mostram que o estado respondeu por 34,5% da receita nacional do setor mineral em 2025, reforçando o peso econômico da atividade em uma das regiões mais estratégicas da floresta amazônica.

A data também marcou o Dia Estadual da Mineração no Pará, criado em referência ao início das pesquisas minerais em Carajás, no sudeste paraense, em 1967. Segundo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, o desempenho do setor reflete não apenas a força das jazidas paraenses, mas também o papel da mineração na geração de emprego, arrecadação e circulação de riqueza em municípios amazônicos.

De acordo com o balanço oficial, o faturamento da mineração no Brasil chegou a R$ 298,8 bilhões em 2025, com crescimento de 10,3% em relação ao ano anterior. O minério de ferro foi o principal responsável por esse resultado, somando R$ 157,2 bilhões, o equivalente a 52,6% do faturamento nacional. Nesse cenário, o Pará aparece como peça central da cadeia mineral brasileira.

O governo estadual também destacou o avanço da regularização da atividade mineral por meio do Cadastro Estadual de Controle, Acompanhamento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Recursos Minerários. Entre janeiro e outubro de 2025, o estado registrou 47 novos cadastros, chegando a um histórico de 765 registros desde 2012, distribuídos em regiões como Carajás, Tapajós, Marajó, Xingu e Baixo Amazonas.

Além do impacto direto na balança comercial, a mineração segue influenciando o mercado de trabalho na Amazônia paraense. Segundo dados citados na publicação, Parauapebas liderou a geração de empregos formais em 2025, com 3.826 novos postos, seguido por Marabá, com 2.954, e Canaã dos Carajás, com 1.829 vagas, números ligados à expansão da cadeia mineral e dos serviços associados.

O avanço do setor mantém a mineração como uma das atividades mais decisivas para a economia amazônica, mas também recoloca em evidência o desafio de equilibrar crescimento, arrecadação e sustentabilidade socioambiental em territórios marcados pela presença de grandes projetos. Essa leitura final é uma síntese editorial baseada nos dados econômicos e no enquadramento dado pelo próprio governo do Pará.

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