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O sistema penitenciário do Pará passou por uma nova ofensiva de segurança no dia 20 de março de 2026, com o encerramento da 10ª fase da Operação MUTE, ação nacional voltada ao combate à comunicação ilícita dentro dos presídios. No estado, a operação alcançou 54 unidades prisionais, incluindo os estabelecimentos de segurança máxima localizados no Complexo Penitenciário de Santa Izabel, na Região Metropolitana de Belém. (Agência Pará)
Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, as revistas ocorreram ao longo de cinco dias e contaram com acompanhamento de policiais penais federais, dentro da estratégia coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais. A operação teve foco na inspeção detalhada de celas, pavilhões e estruturas físicas, buscando impedir a entrada e o uso de aparelhos de comunicação e outros materiais ilícitos. (Agência Pará)
De acordo com a cobertura oficial, nas unidades de segurança máxima não houve apreensão de ilícitos. A publicação destaca que, nas nove fases anteriores da operação, também não haviam sido encontrados celulares ou objetos proibidos nesses presídios. Nesta etapa, apenas um aparelho eletrônico foi localizado no sistema, fato que resultou no afastamento de um servidor após rápida atuação das áreas de inteligência e gestão operacional. (Agência Pará)
A Secretaria também informou que a Operação MUTE é considerada uma das principais ações nacionais de enfrentamento à comunicação clandestina entre internos e o mundo exterior, mecanismo frequentemente associado à articulação de facções criminosas. No Pará, o trabalho foi apresentado como resultado do reforço de protocolos de controle, fiscalização e inteligência implantados de forma contínua no sistema prisional. (Agência Pará)
Em um cenário em que a segurança pública da Amazônia também passa pelo controle das estruturas prisionais, a operação no Pará mostra como o combate ao crime organizado depende não só da ação policial nas ruas, mas também do bloqueio de canais de comando mantidos dentro dos presídios. Essa leitura final é uma síntese editorial baseada no objetivo central da Operação MUTE e nos resultados informados pela própria Seap.



















